
Um espaço para partilhar descobertas, travessuras e brincadeiras dos pequeninos! Família, educadores, amigos e curiosos: Bem-vindos!
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Brincadeiras

sexta-feira, 30 de julho de 2010
Primeiros traços
Já bem pequena, a criança se encanta pela escrita, no início apenas garatujas que são "uma marca" deixada por ela, um registro importante sobre a maneira como ela entende o mundo,desenhos e letras.
É comum nessa fase de descobertas que os pais se deparem com "rabiscos" por toda parte da casa e objetos.
Estes rabiscos são expressões de curiosidade, são descobertas que não devemos reprimir mesmo que sejam feitos na carteira de trabalho do pai, ou na mesa da cozinha, nas paredes e em tudo que é lugar, não é mesmo!?
Então, valorize e se divirta com as mais belas produções realizadas pelos nossos pequenos!!!
“Temos uma imagem empobrecida da criança que aprende: a reduzimos a um par de olhos, um par de ouvidos, uma mão que pega um instrumento para marcar e um aparelho fonador que emite sons. Atrás disso há um sujeito cognoscente, alguém que pensa, que constrói interpretações, que age sobre o real para fazê-lo seu.”
Emilia Ferreiro
Trecho do livro Reflexões sobre Alfabetização (104 págs., Ed. Cortez).
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Profissão? Educadora!!!

Sou Educadora!
Quando digo que sou Educadora de Infância, em geral, respondem com um
ah" tão insípido, que gostaria de dizer:
Em que outra profissão poderia pôr laços no cabelo, fazer penteados inovadores e ver um desfile de moda todas as manhãs?
Onde te diriam todos os dias "És linda!"?
Em que outro trabalho te abraçariam para te dizerem o quanto te querem?
Onde serias tão importante que pudesses chegar à estrela do desfile...
Em que outro lado te esquecerias das tuas fraquezas para atenderes a tanto joelho esfolado e coração afligido?
Onde receberias mais flores?
Onde mais poderias iniciar na escrita uma mãozinha que, quem sabe, um dia poderá escrever um livro?
Em que outro sítio te faziam um retrato grátis?
Em que outro lugar as tuas palavras causariam tanta admiração?
Em que trabalho te receberiam de braços abertos depois de teres faltado um dia?
Onde poderias assistir, na 1ª fila, à execução de grandes obras de arte?
Onde poderias aprofundar os teus conhecimentos sobre bichos-da-seda, caracóis, formigas e borboletas?
Em que outro sítio derramarias lágrimas por ter que terminar um ano de relações tão felizes?
Sinto-me GRANDE a trabalhar com PEQUENOS.
Autor desconhecido
terça-feira, 18 de maio de 2010
Mordidas
Ficamos muito tristes.
Estaremos atentos para que não volte a acontecer.
Ah, quero aproveitar para agradecer o apoio que recebi da coordenadora da UMEI
onde trabalho, que prontamente providenciou um texto bem legal para enviar aos pais.
Valeu!
Encontrei este texto em outro blog e achei importante postar aqui tbm!
Morder…
Uma coisa muito comum nas Creches – mas que costuma provocar muita preocupação nos pais – são as mordidelas. Principalmente no período de adaptação, em que, além da maioria das crianças estar a viver a sua primeira experiência social extra-familiar, os grupos estão em fase de formação, de “primeiras impressões”, ou em situações de entrada de crianças novas para a sala, as mordidas quase sempre fazem parte da rotina diária das crianças. Não é fácil lidar com esta situação, tanto para os pais (é muito doloroso receber o filho com marcas de mordida!) , quanto para nós, Educadores (que nos sentimos impotentes, na maioria das vezes, sem conseguir impedir que elas aconteçam).
É importante pensarmos sobre este tema; Por que é que as crianças pequenas se mordem umas às outras e às vezes até a si mesmas? Expressão de agressividade? Violência? Stress? Sentimento de abandono?
As crianças pequenas geralmente mordem para conhecer. Para elas, tudo o que as cerca é objeto de interesse e alvo de curiosidade, inclusive as sensações. O conceito de dor, por exemplo, é algo que vai sendo construído a partir das suas vivências pessoais e principalmente sociais, e não é algo dado á priori.
Mordendo o outro, a criança experimenta e investiga elementos físicos, como a sua textura (as pessoas são duras? São moles? Rasgam? Partem?), a sua consistência, o seu gosto, o seu cheiro; elementos “sexuais” (no sentido mais amplo da palavra), na medida em que morder proporciona alívio para as suas necessidades orais (nelas, a libido está basicamente colocada na boca) e ainda investiga elementos de ordem social, isto é, que efeitos esta ação provoca no meio (o choro, o medo ou qualquer outra reacão do amiguinho, a reprovação do Educador, etc).
É claro que, vencida esta primeira etapa de investigação, algumas crianças podem persistir em morder, seja para confirmar as suas descobertas ou para “testar” o meio ambiente (disputa de poder, questionamentos de autoridade, etc). Ou ainda, pode ser uma tentativa de defesa: ela facilmente descobre que morder é uma atitude drástica. Raramente a mordida é um ato de agressividade, e muito menos de violência, a não ser que estejam a viver alguma situação de intenso stress emocional em que todos os demais recursos estejam esgotados.
Este texto foi retirado daqui:
http://educacaodeinfancia.com/morder-na-creche
escrito por Claudia Sousa (Psicopedagoga)
segunda-feira, 3 de maio de 2010
A decisão é sua!
Vamos cuidar de nossas palavras....... até pra falar a verdade é preciso caridade!!!
Uma reflexão necessária:
A nossa vida é um texto
Que deve ser pontuado
De maneira cuidadosa
Porque um sinal errado
Por mais ingênuo que seja
Muda um significado.
Era uma vez, um rei.
Num certo dia, um de seus vassalos foi condenado à morte.
Todos os recursos
já haviam sido usados em sua defesa, mas, enfim, era chegado o triste momento.
O carrasco
seguia com ele em direção à forca.
O rei, disse:
- Um momento ! Vou dar-lhe a última chance, meu rapaz ! Uma vírgula, no lugar certo, poderá salvá-lo.
E escreveu a seguinte frase:
"Se a Lei condena eu não posso livrá-lo".
E aí?
Se fosse você, onde colocaria a vírgula para salvar o vassalo?
terça-feira, 27 de abril de 2010
A criança é feita de cem.
A criança tem cem mãos,
cem pensamentos,
cem modos de pensar,
de jogar e de falar.
Cem, sempre cem modos de escutar as maravilhas de amar.
Cem alegrias para cantar e compreender.
Cem mundos para descobrir.
Cem mundos para inventar.
Cem mundos para sonhar.
A criança tem cem linguagens
(e depois, cem, cem, cem),
Mas roubaram-lhe noventa e nove.
A escola e a cultura separam-lhe a cabeça do corpo.
Dizem-lhe: de pensar sem as mãos,
de fazer sem a cabeça,
de escutar e de não falar,
de compreender sem alegrias,
de amar e maravilhar-se
só na Páscoa e no Natal.
Dizem-lhe: de descobrir o mundo que já existe
e de cem, roubaram-lhe noventa e nove.
Dizem-lhe: que o jogo e o trabalho,
a realidade e a fantasia,
a ciência e a imaginação,
o céu e a terra,
a razão e o sonho,
são coisas que não estão juntas.
Dizem-lhe: que as cem não existem.
A criança diz: ao contrário, as cem existem.
Loris Malaguzzi

